Retrospectiva Brasil e Mundo 2025 PORTAL REGIONAL
Um ano de vitórias e conquistas!
Um ano para não esquecer
Entre bebês reborn, guerras reais, escândalos bilionários, vitórias históricas e reviravoltas dignas de série, 2025 foi tudo — menos previsível.
Retrospectiva Brasil e Mundo 2025
De bebês reborn que dividiram opiniões nas redes a debates sérios sobre saúde, economia e política; de guerras internacionais a escândalos domésticos; de tapetes vermelhos a tornozeleiras eletrônicas. 2025 não foi um ano discreto — passou como um daqueles conhecidos que chegam sem avisar, mudam os móveis de lugar e ainda pedem café.
Então, “senta, que lá vai a história”... vamos relembrar os fatos mais relevantes desses intensos 12 meses.
Tarifas, tarifas e mais tarifas: o mundo no modo “negociação difícil”
Logo no início do ano, quando Donald Trump reassumiu a presidência dos Estados Unidos pela segunda vez, o mercado internacional já sabia: a pauta econômica viria com letras maiúsculas, sublinhadas e em negrito.
Sob o velho conhecido lema “America First”, Trump voltou a usar a caneta como escudo da indústria americana — e como espada contra parceiros comerciais. O resultado foi um verdadeiro efeito dominó no comércio global:
- Fevereiro: tarifas de 25% sobre Canadá e México e 10% sobre a China, justificadas por crises de imigração e pelo tráfico de fentanil.
- Março: tarifa global de 25% sobre aço e alumínio, sem exceções, nem mesmo para aliados históricos.
- Abril: o chamado “Dia da Libertação” instituiu uma tarifa-base de 10% sobre praticamente tudo que entrava nos EUA.
A China, principal alvo, viu as tarifas acumuladas chegarem a impressionantes 145%, aprofundando a já conhecida guerra fria econômica entre as duas maiores potências do planeta.
O Brasil entrou no radar no segundo semestre, com anúncios de tarifas que chegaram a até 50% sobre produtos nacionais. No apagar das luzes do ano, veio uma trégua parcial após conversas diretas entre Trump e o presidente Lula.
No fim das contas, as tarifas afetaram mais do que números e planilhas: redefiniram alianças. A China acelerou sua independência tecnológica e fortaleceu laços com o Sul Global. A Europa, por sua vez, começou a discutir seriamente o risco de depender demais do “Tio Sam” — e passou a pensar em autonomia econômica e até militar.
Conflitos que desafiaram o mundo
Se a economia global já andava tensa, o mapa-múndi resolveu colaborar:
- Israel x Hamas: o conflito se arrastou por quase todo o ano, com uma crise humanitária que expôs a paralisia da ONU. O impasse começou a ser resolvido apenas em 13 de outubro, quando Trump mediou um cessar-fogo histórico.
- Irã x Israel: em junho, o mundo prendeu a respiração quando os dois países trocaram ataques diretos com mísseis. O risco de uma guerra regional no Oriente Médio foi contido, mais uma vez, com um cessar-fogo costurado pelos EUA.
- Ucrânia x Rússia: o conflito completou três anos. Mesmo fora do centro do noticiário, terminou 2025 em estado de exaustão, com a guerra “congelada” e tentativas complexas de negociação — novamente com Trump no tabuleiro.
Vaticano em silêncio: a despedida de Francisco e um novo Papa
Fumaça preta, depois branca. 2025 também marcou o fim de uma era para os 1,3 bilhão de católicos no mundo.
Em 21 de abril, o Papa Francisco faleceu aos 88 anos, vítima de um AVC, encerrando um pontificado de 12 anos marcado por simplicidade, diálogo e proximidade com os mais pobres.
Após o conclave, a fumaça branca anunciou uma novidade histórica: Papa Leão XV, o primeiro pontífice estadunidense, assumiu o comando da Igreja Católica.
Brasil: um país entre processos, escândalos e tensão política
Se houve um nome impossível de ignorar em 2025, foi o do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ano começou com um marco jurídico: em março, a Primeira Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia da PGR, tornando Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado, em referência aos atos de 8 de janeiro.
A sequência foi intensa:
- Junho: julgamento frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes.
- Julho: pedido formal de condenação pela PGR.
- Agosto: uso de tornozeleira eletrônica, toque de recolher, proibição de redes sociais e de contato com aliados — incluindo um dos filhos.
Em setembro, veio a condenação: 27 anos e 3 meses de prisão. Após um período de prisão domiciliar, novembro marcou o fim das possibilidades de recurso, com Bolsonaro passando a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal. E, claro, o país ainda acompanhou o já folclórico “surto da tornozeleira eletrônica”.
Escândalo no INSS: aposentadoria no modo débito automático
Em abril, o Brasil foi sacudido por um esquema bilionário de fraudes no INSS. Investigações da PF e da CGU revelaram descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, como se estivessem automaticamente filiados a associações e sindicatos.
O prejuízo estimado chegou a R$ 8 bilhões, com valores desviados entre 2019 e 2024. O caso ganhou peso político ao atingir o Sindnapi, cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão do presidente Lula.
Banco Master: quando o crescimento rápido cobra a conta
No segundo semestre, foi a vez do sistema financeiro entrar em alerta. O Banco Master, conhecido por CDBs generosos — até 140% do CDI — e crescimento vertiginoso, viu seu castelo ruir.
Após tentativas frustradas de venda e negativas do Banco Central, a instituição sofreu liquidação extrajudicial. O desfecho veio com a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, acusado de tentar deixar o país em meio a um rombo estimado em R$ 12 bilhões.
Economia, eita confusão
Em janeiro, a Receita Federal anunciou maior fiscalização sobre movimentações via Pix acima de R$ 5 mil. Bastou isso para o medo de novos impostos circular mais rápido que áudio de WhatsApp.
Em maio, a polêmica voltou com força: o governo tentou aumentar o IOF por decreto. O Congresso reagiu e derrubou a proposta. O acordo final manteve o imposto de 3,5% sobre compras internacionais e câmbio.
O mês também marcou o congelamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento, em meio à ampliação de benefícios sociais.
Juros altos e nova lógica tributária
2025 também entrou para a história como o ano do dinheiro caro. A Selic chegou a 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, esfriando consumo e investimentos.
No campo tributário, o governo avançou na lógica de “cobrar mais de quem pode pagar mais”:
- Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com redução gradual até R$ 7.350.
- Criação de um imposto de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil mensais, válido a partir de 2026.
Variedades: quando o Brasil resolveu brilhar
Nem só de crise viveu 2025. O Brasil teve motivos de sobra para comemorar.
O cinema fez história quando “Ainda Estou Aqui” venceu o Oscar — em pleno domingo de Carnaval — transformando a maior festa popular do país em celebração cinematográfica. Fernanda Torres virou fantasia, meme e símbolo nacional.
Nos esportes, João Fonseca, aos 19 anos, conquistou títulos ATP em Buenos Aires e Basileia, entrou no Top 30 do ranking mundial e confirmou que o tênis brasileiro tem futuro.
No futebol, o Flamengo, comandado por Filipe Luís, levou Carioca, Libertadores (tetracampeonato) e Brasileirão, repetindo o feito mágico de 2019.
E o Corinthias fechou a temporada de futebol do ano com o titulo da Campeão da Copa do Brasil, depois de começar o ano Campeão Paulista.
Shows, streaming e bilionários de palco
O Brasil também virou parada obrigatória das grandes turnês:
- Lady Gaga parou Copacabana no histórico “Gagacabana”.
- Oasis retornou aos palcos com shows disputadíssimos.
- Dua Lipa reafirmou o país como capital emocional do pop.
No streaming, dezembro trouxe o plot twist final: a Netflix anunciou a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 83 bilhões. Dias depois, a Paramount Skydance tentou atravessar o negócio com uma oferta ainda maior, sem sucesso.
O recado foi claro: o modelo de streaming mudou. Quem manda agora é quem detém as franquias.
Que venha 2026. Mas, se possível, com menos tarifa, menos tornozeleira e mais café.
FELIZ ANO NOVO!
Fontes Diversas da Internet: The News, G1, uol, Agência Brasil EBC, Brasil 61, GShow - Globo, CNN Brasil, Portal Regional.net.



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